NIETZSCHE

"E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música". "Vida sem música é um equívoco". NIETZSCHE

sábado, 31 de julho de 2010

TWILIGHT-DAY AND NIGHT-ALEMANHA 1975





É uma enorme satisfação poder postar material de qualidade. Felizmente podemos contar com uma infinidade de álbuns repletos de sonoridades "exaustivamente" belas. Portanto sou muito grato aos músicos que se empenharam tanto durante as décadas de 1960 e 1970. Definitivamente, este foi o período mais fértil em todos os sentidos.
Hoje, apresento mais uma banda de apenas um álbum. São os idealizadores de uma obra que devemos - como muitas outras do cenário sessenta setentista - reverenciar, pois dificilmente se poderá presenciar algo deste nível acontecer no atual cenário musical.
É imprescindível dizer que - na monumental faixa Day and Nigth - a influência floydiana é irrefutável. Verdadeira obra prima. São mais de oito minutos de uma viagem instrumental alucinante. Fora as influências floydianas, nos deparamos com o som de uma guitarra inspiradíssima, muito ao estilo do álbum Phenomenon da banda Ufo. Além da guitarra, que predomina na construção musical, o piano é "de doer", com suas doces e melancólicas melodias. Quando a bateria se resolve definitivamente, somos levados a um clima espacial de magnitude tal, que nos remete a Openings do Sebastian Hardie - são poucas as músicas que comparo às do Sebastian Hardie, pela subjetiva e indescritível admiração que cultivo por esta banda.
Mesmo que este álbum tivesse apenas esta música com força de representação, ainda assim, ele mereceria esta postagem, pois é um verdadeiro clássico. Mas este não é o caso, além desta música, o álbum conta com outras faixas de igual ou melhor reverência.
São várias referências que temos quando ouvimos o álbum. Fato que poderia ser negativo, não fosse a a criatividade nas diferenciações, e a genialidade na eficácia de suas composições. Era um grupo como poucos - como o Ufo, por exemplo-, com propriedade para compor com facilidade, desde músicas mais simples, às mais complexas.
Leaving in the Morning é a segunda das duas faixas progressivas do álbum. Inicia-se com um estilo simples, mas segue com passagens do melhor estilo progressivo. Uma raridade de muito bom gosto.
A faixa Rock'n Roll Chillun é um legítimo rock'n roll, uma porrada com o impacto de Born to Be Wild do Steppenwolf. Sem exagero, um tremendo clássico perdido do rock'n roll.
Stranger in Your Town é outra pérola do álbum. Um som limpo e preciso. Intrumental magnífico, com a guitarra alucinante e melodiosa de sempre. Um trabalho extremamente preciso da magnífica bateria. Um ótimo e melódico vocal que faz lembrar Ronnie Van Zant do Lynyrd Skynyrd.

A partir desta, todas as postagens terão um mini player com amostras do álbum em questão. Creio que esta seja uma forma bastante democrática, pois o visitante pode ter uma noção mais precisa da obra postada.
Inauguro com a faixa título deste álbum.



MÚSICAS:

1-Day And Night
2-Country Waltz
3-Leaving In The Morning
4-Rock 'N' Roll Chillun'
5-Stranger In Your Town
6-White Queen Boogie
7-Last Night In Verona
8-Ships Sailing On Sea



MÚSICOS:


Volkmar Kramarz - guitarra e vocal
Ulrich Hülder - teclados
Jürgen Bieler - baixo e vocal
Roland Glässer - bateria


-Day and Night



LINK:


sexta-feira, 23 de julho de 2010

JASPER WRATH-JASPER WRATH-USA 1971



Nós, os amantes da boa música, música de qualidade, fazemos parte de um seleto grupo, cuja longevidade, creio ser muito incerta. Somos extemamente seletistas, portanto vivemos um dilema um tanto desconfortável, frente ao rumo "involutivo" que foi traçado para esta arte, a partir do início da década de 1980.
A impressão que tenho, é que somos de uma classe à beira da extinção. Vivemos a cavar sob os escombros que se amontoaram em nossas saudosas décadas de 1960 e 1970. Já se passaram mais de trinta anos, e sequer há um indício de que as coisas possam melhorar; digo em termos de qualidade.
Eu já desabafei algumas vezes, aqui no blog, a respeito dessas questões que são intensas em minha vida. Lembro-me de uma passagem - quando da postagem do álbum Prelude, do Deodato -, em que eu disse: "E pudera eu não assistir décadas de INVOLUÇÃO. Em verdade, não quero ressurreição (apesar de que, é melhor que nada), quero é revolução. Não quero meus heróis fazendo tudo de novo; quero é novos e velhos músicos fazendo música nova, mas música de qualidade; quero é EVOLUÇÃO." Isto é apenas parte do que se dá em mim, frente ao cenário atual; é o que eu consigo expressar em palavras.
Não fosse a internet, sinceramente não sei o que seria de muitos de nós, pois visto a escassez, a evasão de outros meios para se obter obras dos gêneros apreciados por nós. Quando muito, os temos em quantidades limitadas, porém com custo extremamente elevado. Muitos, sem a internet, seriam levados a uma condição frugal, em relação aos prazeres auditivos.

Quanto à obra em questão, já sondei em todas as lojas que conheço, encontrando sempre a mesma resposta: desconheço... Até mesmo na rede, as informações sobre a banda são muito magrinhas e confusas. Para maiores informações sobre a falta de informação (rs), vide a outra postagem que fiz, aqui mesmo no blog, sobre outro álbum da banda.
Felizmente, após longos dias de pesquisas, tenho algumas boas novas sobre os mistérios que sondam esta banda que considero alucinante.
Não entrarei em detalhes sobre a formação da banda. Somente acrescentarei alguns pontos sobre outros lançamentos.
Pelo que pude perceber, foram lançados outros dois álbuns, em 1977. Coming Home (ou Coming Back) e Zoldar & Clark, respectivamente creditados a Arden House e Zoldar & Clark; portanto não são álbuns oficiais do Jasper Wrath. Apesar de as músicas terem sido gravadas pelo Jasper, rola uma confusão, em torno desses lançamentos, em que dizem que foram secretos, e lançados com estes nomes.
O importante mesmo, é que temos algo a mais para conhecer, além desses dois álbuns postados aqui no blog.
Infelizmente não consigo os referidos álbuns, nem para comprar, nem para fazer download.
Posso adiantar que uma das mais belas músicas não está neste, nem na coletânea que foi postada aqui. É a belíssima, inspirada e melodiosa Father. Uma faixa de beleza exuberante, cujo vocal faz lembrar muito Hellmut Köllen do Triumvirat. A canção em si, deixa no ar certa referência às baladas do álbum Spartacus , porém com uma digníssima bateria "crimsoniana" (Michael Giles). Com lindíssimo trabalho de orquestração feita por mellotron, ao fundo. O único dolorido ponto fraco da faixa é o curto tempo, principalmente depois da entrada dos vocais e do instrumental completo.
Father está disponível, apenas para audição, no link que incluí na postagem do outro álbum, e neste outro aqui: http://www.myspace.com/zoldarandclark
Espero, ansiosamente, o dia em que conseguirei o álbum que contém Father, para que possa disponibilizá-lo aqui no blog. Para minha infelicidade, não tenho informação de que álbum esta música faz parte. Talvez ela tenha sido lançada apenas na coletânea, a qual eu postei um dos volumes. O outro ainda não consegui. Na coletânea, eu sei que tem esta música, porém resta saber se as faixas do Arden House são inéditas ou apenas mais uma coletânea.
Por enquanto, fiquem com este magnífico álbum que contém algumas músicas inéditas, em relação ao outro que postei outrora.
Jeff Cannata é o fundador desta poderosa banda, e um excelente baterista, que mostra todo seu talento em faixas como Mysteries e a magnífica Roland of Montevere.
Em 2009, não sei ao certo, Jeff Cannata lançou um álbum solo, ou melhor, parece ser uma banda chamada Cannata. Eu possuo este álbum - foi o único que consegui em minhas árduas andanças em busca de material a respeito do Jasper Wrath. É um álbum interessante em relação aos paradigmas da música atual. Chama-se My Back Pages, e é um álbum de releitura de diversas bandas. Dentre elas, destaco "Court of the Crimson King" pela fidelidade com que ele regravou. Éle tenta ser tão fiel às linhas gerais do original, que parece ter estudado cada virada da bateria minuciosamente. Há uma pequena diferença, apenas, no timbre das batidas. Para que todos possam conferir, decidi adicionar tal faixa ao álbum do Jasper Wrath.

MÚSICAS

1-Look To The Sunrise
2-Mysteries (You Can Find Out)
3-Autumn
4-Odyssey
5-Did You Know That
6-Drift Through Our Cloud
7-Portrait: My Lady Angelina
8-Roland of Montevere

MÚSICOS:

Jeff Cannata-bateria e vocal
Robert Gianotti-guitarra, flauta e vocal
Phil Stone-baixo e vocal
Michael Soldan-teclado e vocal




LINK:








quinta-feira, 22 de julho de 2010

BARCLAY JAMES HARVEST-AND OTHER SHORT STORIES-INGLATERRA 1971





O BJH é uma super banda inglesa de rock progressivo. Tiveram uma carreira intensa, com diversos lançamentos importantes, e outros, nem tanto; porém foram muitos os que contribuíram para consolidar a banda entre os grandes nomes do rock mundial.
A banda sempre primou muito pelos arranjos orquestrados e melodias sensibilíssimas. O primeiro álbum já foi gravado com uma orquestra sinfônica, a Barclay James Harvest Orchestra, que foi montada por Robert Godfrey - maestro, membro da banda e responsável pelos arranjos orquestrados das músicas. Ele recrutou jovens músicos da New Simphonia, que foi extinta pouco tempo depois. Além das gravações em estúdio, a orquestra acompanhava a banda em suas turnês.
Abaixo sigo com mais uma importantíssima participação de RODERICK VERDEN, cuja colaboração se deu como resenha de apresentação deste álbum magnífico - um dos mais importantes na carreira do grupo; um álbum repleto de melodias muito refinadas, viagens extraordinárias de mellotron e arranjos sensacionais para a referida orquestra.
Espero que gostem do álbum e da excelente resenha do ilustre colaborador do blog.


"Barclay James Harvest and other short stories" é o terceiro álbum da ótima banda Barclay James Harvest. Gravado em 1971, é o disco que mais gosto do grupo.

O disco começa com "Medicine Man" composta pelo guitarrista John Lees. Essa música é do estilo de "Mocking Bird" (minha música preferida do BJH). A orquestra domina a melodia, e temos também um bom trabalho do saudoso baterista Mel Pritchard. Não sou muito amante de orquestra, mas o BJH consegue usá-la com muita maestria, alternando entre canções orquestradas e outras com destaque para o mellotron. "Medicine Man" é minha predileta do álbum, uma música melancólica, de letra de cunho existencial, com um tema original, bem ao estilo do genial John Lees.

Na "Someone There You Know" é chegada a vez do mellotron predominar. A música foi composta pelo tecladista Woolly Wolstenholme, que, no meu modo de pensar, é disparado o melhor cantor do BJH, dono de uma voz bem suave. Uma boa música, mas simples - apesar do mellotron -, e sem solos.

"Harry'Song", de John Lees, curiosamente apresenta uma melodia, cujas notas, boa parte, são bem parecidas com as da música anterior. Quem acompanhou a trajetória do grupo, desde o principio, deve ter estranhado muito o vocal de John Lees, pois a partir de "Harry's Song" é que ele nos apresenta sua voz fanhosa (Vejam como há diferença em sua voz em "Medicine Man" e em "Harry's Song"). Outra melodia simples; o q eu mais gosto é o backing vocals no refrão.

"Ursula (The Swansea Song) é um som viajante e suave, com belíssimo trabalho de mellotron, composta por Woolly.

Depois temos duas músicas do baixista Les Holroyd, o voz fina do BJH. Inspiradíssimo, ele nos mostra lindas canções, com arranjos brilhantes - numa delas há a presença de uma orquestra bem agradável - e solos contagiantes, num estilo parecido com Crosby, Stills and Nash, só q mais progressivo, mais bem trabalhado.

As duas canções seguintes, "Blue Johns Blues" e "The Poet" foram, respectivamente compostas por John Lees e Wooly Wolstenholme. Muito boas, mormente "The Poet", na qual escutamos apenas o vocal do tecladista e uma eficiente orquestra.

E o disco encerra com chave de ouro, com "After The Day", de autoria de John Lees, mas com vocal de Wooly, novamente com o som alucinante do mellotron.

Meu disco é vinil inglês."


MÚSICAS:

1-Medicine Man (John Lees)

2-Someone There You Know (Barclay James Harvest)

3-Harry's Song (John Lees)

4-Ursula (The Swansea Song) (Barclay James Harvest)

5-Little Lapwing (Les Holroyd)

6-Song With No Meaning (Les Holroyd)

7-Blue John's Blues (John Lees)

8-The Poet (Woolly Wolstenholme)

9-After The Day (John Lees)


LINK:

terça-feira, 20 de julho de 2010

[REPOST] JASPER WRATH-ANTHOLOGY DISC 02-USA 1969-76





MAGNÍFICA BANDA AMERICANA. PROGRESSIVO NA VEIA. TENHO POUCAS INFORMAÇÕES SOBRE ELA. POUCO MATERIAL TAMBÉM. O SOM É MARAVILHOSO. UMA LINHA INSTRUMENTAL DESENVOLVIDA COM MUITA MAESTRIA, PASSEANDO POR YES, CRIMSON E ATÉ UM POUCO DE GENTLE GIANT.
LANÇARAM O PRIMEIRO ÁLBUM EM 1971 E, PELO QUE EU SEI, FICARAM POR AÍ. PARECE HAVER REGISTROS AO VIVO. SOMENTE EM 1997 FOI LANÇADA ESSA COMPILAÇÃO (QUE NÃO ESTÁ COMPLETA) COM DEMOS E REGISTROS AO VIVO... É TUDO QUE SEI.
AH, NESTE LINK http://www.myspace.com/jasperwrath HÁ FAIXAS DISPOSTAS PARA AUDIÇÃO, COM ALGUMAS MARAVILHOSAS QUE NÃO ESTÃO NESTA COMPILAÇÃO. ACHO QUE VALE À PENA CONFERIR ATÉ MESMO ANTES DE BAIXAR O ÁLBUM. NESTE SITE HÁ UMA FAIXA MARAVILHOSA INTITULADA FATHER.
CASO ALGUÉM TENHA OU CONSIGA O PRIMEIRO ÁLBUM, TENHA A BONDADE DE ME INFORMAR PARA QUE EU POSSA POSTÁ-LO AQUI NO BLOG.

SEGUE A FIXA TÉCNICA ENVIADA COMO COLABORAÇÃO DE MARYES:


CD-1
Did You Know That
Roland Of Monteviere
Mysteries
Odyssey
You
General Gunther
Follow Me Down
Father
Lunar Progressions
Touch The Sky
The Ghost Of Way
Pleasure Trip
Misty Meadow
Raphael (The Wandering Space Show)
CD-2
Big Life
In The Moment
Where Does Love Go
Now Is The Time
The City (Live)
Somewhere Beyond The Sun (Live)
The Dream (Live)
To Be Alive
The Dream (Demo)
The City (Demo)
Somewhere Beyond The Sun (Demo)
General Gunther (Live)

Jeff Batter
Keyboards, Vocals
Jeff Cannata
Drums
James Christian
Vocals, Guitar
Robert Gianotti
Flute, Guitar, Vocals
Phil Stone
Bass, Flute, Vocals
Michael Soldan
Keyboards, Vocals
Scott Zito
Guitar, Vocals

LINK:
http://www.multiupload.com/H7ZR3O4UHR

sábado, 17 de julho de 2010

JANE-HERE WE ARE-ALEMANHA 1973





Segue mais uma postagem que dá continuidade à grande parceria entre HOFMANNSTOLL e PROGRESSIVEDOWNLOADS
.
Neste último, foi postado o incrível álbum Jane III (1974), com uma resenha muito elucidativa e digna de uma grande banda, como é o caso desta. Visitem e confiram: aqui.

Logo abaixo sigo com uma apresentação da banda, concebida pelo ilustre Sr. RODERICK VERDEN, oriunda de seu comentário na postagem citada acima. Agora vejam vocês, caros visitantes, que a precisa e enxuta viagem pela história dos lançamentos da banda, nasceu de uma "mera" contribuição no espaço reservado a comentários; e que contribuição! Quisera eu ter sempre em minhas postagens um comentarista deste nível... rs!


"O Jane é um grupo bem peculiar. Além das mudanças constantes na formação, ocorreu igualmente mudanças no seu som. Enquanto no primeiro disco(Together) não havia música instrumental, no segundo gravaram três, sendo q uma delas é a faixa de abertura. No primeiro, eles tinham um vocalista, é q só ficava por conta de segurar um microfone(rs), no segundo, o vocal é feito pelo baterista. Tal álbum contém talvez a melhor música do grupo: "Out on the Rain", q é o q costumo chamar de balada progressiva, com refrão contagiante, um mellotron q dá um clima viajante e um belíssimo solo de guitarra. Em duas das faixas instrumentais, escutamos vozes femininas. Não é um disco tão ousado como o "Together", de músicas mais curtas e de pouco tempo de audição(no máximo 33 minutos), mas é um belo disco.
O "Jane III", vcs já sabem como é.
No disco seguinte, "Lady", voltam a ter tecladista, e esse q faz o vocal(a meu ver, o pior cantor q já passou pelo Jane). Na parte das teclas, o orgão continua predominando, mas escutamos piano elétrico(o Jane nunca foi muito de usar piano)em duas faixas, há a presença de sintetizador tb. As músicas são um pouco mais curtas e simples. Já o "Fire, Water...", na minha execrável opinião, é o mais progressivo de todos, tipo space rock, com muito sintetizador. Desta vez, o guitarrista assume os vocais. Daí em diante, o grupo continua a nos surpreender, no "Age of Madness", o ecletismo chega a tal ponto, q nem parece ser um disco de uma banda só, parece aqueles discos com uns 5 conjuntos. Há quem não goste desse álbum, eu adoro! Dos anos 80, só conheço bem dois álbuns. O de 1980 é bem querido pelo público, mas tem as características de certos discos oitentistas: músicas mais simples e comercias, com solos curtos, embora ainda haja melodias sofisticadas, e, pela segunda vez, ingressa no Jane, um cantor segurador de microfone-rs, q faleceu pouco tempo depois da gravação do disco. O trabalho de 1982, é bem curioso tb, pois o grupo se tornou um trio. O baixista/vocalista, q participou do "Jane III", volta, e o som é bem pesado, porém com músicas mais curtas e solos idem- sem teclados."

Diante desta excelente apresentação, resta-me o papel coadjuvante, contribuindo com alguns pontos sobre o álbum em questão.
A primeira faixa, a maior do álbum, logo na introdução já anuncia à que veio, com forte expressão instrumental, digna do primeiro e magnífico álbum de estreia.
A segunda, é a bela "balada progressiva" - muito bem observada por nosso colaborador -; uma faixa de rara beleza, com um andamento arrastado e cadenciado. As andanças do melotron e da guitarra lembram muito o estilo da música For No One do Barclay James Harvest - outra balada inesquecível, e que pode ser ouvida no Player do blog, ou mesmo baixada na postagem do álbum ao vivo deles.
A faixa homônima é uma porrada crescente, mas tão crescente que há uma perda de controle - proposital, é claro - em que os caras parecem estar enlouquecidos, numa viagem frenética, histérica, maravilhosamente entorpecidos.
Temos ainda a inspiradíssima Daytime, outra balada melódica e com instrumental divino, em que se destaca o lindo solo de guitarras. Enfim, o álbum é de excelente qualidade. São várias faixas que dão o tom viajante do progressivo daquela época de ouro que foi a década de 1970.

MÚSICAS:

1. Redskin
2. Out In The Rain
3. Dandelion
4. Moving
5. Waterfall
6. Like A Queen
7. Here We Are
8. Daytime (Single)
9. Hangman (Instrumental)
10. Here We Are (Single)
11. Redskin (Single)

MÚSICOS:

Klaus Hess / lead guitar, bass
Wolfgang Krantz / lead guitar, bass
Werner Nadolny / organ, Mellotron
Peter Panka / drums, vocals

Brigitte Blunck / backing vocals (1), vocals (5)
Dieter Dierks / electronic f/x (6)
Ariane Gottberg / backing vocals (1), vocals (5)
Peter Heinemann / backing vocals (1)
Miriam Kalenberg / backing vocals (1), vocals (5)
Günter Körber / words, backing vocals (1)
Angelika Winkler / backing vocals (1), vocals (5)

LINK:

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ORANGE WEDGE-NO ONE LEFT BUT ME-USA 1974




Esses caras faziam um Hard Rock extremamente preciso e audacioso, com levadas fortíssimas de baixo, bateria e guitarra, e um vocal enérgico e agradável; com timbres que fazem lembrar em pouco Roger Daltrey. Ou melhor, como um todo, o som da banda faz lembrar o The Who, mormente a fase do magnífico álbum Who's Next.
Na faixa The Gate predomina o capricho no arranjo instrumental, com destaque para as clássicas viradas da bateria, que evidenciam a preocupação da banda em realçar este instrumento da forma que ele realmente merece ser tocado.
A faixa título tem uma marcação de baixo capaz de tocar até os ouvidos menos atentos, além de genuína pegada Hard com uma explosão instrumental alucinante no final, logo após os instantes de clamaria. Mais um clássico!
Temos ainda uma curta faixa de três minutos, em que os caras demonstram uma queda pelo progressivo; uma linda, lenta e criativa faixa.
Temos as duas primeiras faixas que caracterizam o Hard na essência, executadas de forma extremamente competente. Pra finalizar, as faixas Whiskey And Gin e People são mais voltadas para o blues, sendo a primeira, um magnífico hard blues; e a segunda, uma pegada mais jazzistica com marcação fortíssima do baixo, numa viagem meio boogie lento.
Uma banda que tinha tudo pra dar certo no cenário musical da época; mas ficou perdida no tempo, e sem muita informação sobre sua trajetória. Sei que há indícios de um álbum anterior a este, mas as informações na net são muito rasas. Enfim, uma raridade, uma "pérola da boa música".

03-No One Left But Me
 

05-Whiskey and gin


MÚSICOS:

Gregg Coulson-vocal
Don Cowger-baixo
Joe Farace-guitarra
Tom Rizzo-bateria
Mark O'connor-teclado
Dave Burgess-teclado

MÚSICAS:

01-SP
02-Hungary man
03-No one left but me
04-Dream
05-Whiskey and gin
06-People
07-The gate

LINK: